Ocorreu neste fim de semana, ainda mais precisamente no dia 5 de outubro de 2008, um importante acontecimento, onde cidadãos, independente de sua cor, raça, orientação intelectual, opções política e religiosa, desfrutaram de forma igualitária e com mesmos poderes de um sublime ato de decisão, ato chamado VOTO.
A democracia foi mais uma vez realizada em nosso país. É importante que todos os cidadãos escolham de maneira que acharem mais conveniente o candidato que atenda melhor às suas expectativas e em se falando de voto democrático, tenho alegria em assumir que sou um brasileiro e que desfruto deste direito.
Além do VOTO propriamente dito, é interessante lembrarmos do importante papel que as imprensas nos disponibilizam durante o período eleitoral por meio da livre propaganda para os candidatos. É através das propagandas que analisamos as propostas de governo, obtemos acesso a todas as promessas feitas pelos nossos representantes políticos e conseqüentemente decidimos a quem daremos nossos votos.
O que acontece no meu cotidiano é que constantemente contemplo vários cidadãos de bem não sabendo explicar o porquê votam em seus candidatos. Às vezes votam por simpatizarem com o candidato, outras vezes pelo motivo de serem seus vizinhos, ou até mesmo porque um parente ajuda a campanha do candidato. Mas devemos refletir: isto basta? Objetivamente respondo NÃO. Temos que avaliar alguns outros pontos de forma mais atenciosa.
Vejo nas propagandas e reuniões de encontro com os candidatos uma grande oportunidade de ouvir suas propostas e entender seus planos de governo, mas penso que ouvir ainda não basta e por isso defendo a idéia de que devemos literalmente ANOTAR em um caderno tudo o que é dito por eles. Alguns colegas e amigos de dia-a-dia fazem brincadeiras sadias criticando a minha ação de anotar as promessas e propostas, mas no direito de cidadão e eleitor que sou, defendo sempre que possuímos o direito de anotar e posteriormente analisar.
A minha resposta do porque anotar é simples e creio servir para a maioria dos cidadãos que desejam uma sociedade cada vez mais justa e menos desigual. Anoto pelo motivo de poder, ao final de um mandato, analisar se pelo menos as promessas que foram propostas durante o período eleitoral foram realizadas e, a partir desta analise, tomar minha decisão se devo ou não dar um novo voto aquele político que foi eleito e exerceu sua função.
Pedro Panadés
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